quinta-feira, 21 de julho de 2011

JORNAL DIÁRIO DE MANHUAÇU ENTREVISTA O COMENDADOR FABRÍCIO SANTOS - PRESIDENTE FUNDADOR DA ACLA/MG - MANHUAÇU EM 2011.


FABRíCIO SANTOS: TALENTO E AMOR PELAS ARTES PLáSTICAS EM PROL DA CULTURA

2011-05-23(site: www.diariodemanhuacu.com.br)

MANHUAÇUO artista plástico Fabrício Souza Santos nasceu no dia 22 de janeiro de 1977, em Manhuaçu. Neste ano, o município de Manhuaçu comemorava o seu primeiro centenário de fundação.
A sua história como desenhista e pintor iniciou aos quatro anos de idade, quando ainda morava no município de Manhumirim. Os primeiros contatos com a arte foi através dos livros e apostilas escolares da tia Rogéria de Fátima Louback, que ministrava aulas como professora estagiária de educação infantil em 1981.
Em 1982, ele a sua família se muda para a Lajinha. Aos cinco anos, Fabrício começa a ter mais contato com as artes, através de brincadeiras com os irmãos. “passei a praticar de forma natural o desenho, pois as habilidades dos traços e das linhas se afloravam em mim”, explica.
Os pais Elson Ferreira dos Santos e Rita de Cássia Souza sempre o apoiaram. “Eles não mediam esforços para arranjar os primeiros materiais para desenho, bem como a primeira caixa de lápis de cor e giz de cera”, relata.
Os primeiros desenhos eram simples. Estrelas de cinco pontas, casinhas, guarda-chuvas, bolas e gatos. Até então tudo normal para uma criança de cinco anos, com exceção do perfeccionismo precoce.
Hoje, esse filho de Manhuaçu coleciona prêmios nacionais e internacionais. Reconhecimento este conseguido através de muito esforço e criatividade. Afinal de contas já dizem os especialistas: arte é 10% de inspiração e 90% de transpiração.


DIÁRIO: Quando você fez o seu primeiro desenho?
FABRÍCIO: A minha educação escolar infantil iniciou-se na cidade de Lajinha, em 1982, até completar os meus sete anos de idade. Minha família se mudou para o município de Manhuaçu em 1984 , sendo transferido para a Escola Estadual Monsenhor Gonzalez para concluir a primeira série do ensino fundamental. Neste período, foi quando fiz o primeiro retrato feminino de desenho a lápis, de uma mulher loira de olhos claros, com uma franja que tampava seu olho esquerdo, apresentado pela minha tia Rosângela de Souza Emerick, baseado nos trabalhos de desenhos de um grande artista e carnavalesco da época e da atualidade, o artista plástico João Rosendo da cidade de Manhumirim

DIÁRIO: Qual foi o seu primeiro trabalho profissional?
FABRICIO: Quando morei em Ibatiba/ES, onde eu cursei da segunda série até a oitava série do ensino fundamental, a minha arte criou raízes e amadureceu precocemente, pois com meus 11 anos de idade, já ganhava o meu próprio dinheiro com minha arte, desenhos e pinturas. Eu fazia painéis para festa de aniversários infantis, trabalhos com dobraduras em papel e ilustravam páginas de planos de aulas para professoras e estagiárias. Mas a primeira pintura profissional de maior destaque que fiz na minha infância, em 1988, nas paredes das Lojas de Doces e Boutique da minha mãe, que tinham como nomes fantasias “Casa do Moranguinho” e “El ritty’s Modas”. Este trabalho foi visto por muitas pessoas da comunidade local e de outras cidades da região.

DIÁRIO: Fale um pouco da sua devoção a Nossa Senhora do Rosário.
FABRÍCIO: Depois de ter feito a 1ª Eucaristia em 1989, tendo como madrinha a minha avó, Abedile Maria de Souza, achei que tinha vocação sacerdotal e procurei estudar mais sobre a história da igreja católica e também sobre liturgia. Fiz parte do primeiro grupo de coroinhas da Igreja Nossa Senhora do Rosário de Ibatiba/ES, instruídos na época pelo padre Maury Moreira e logo em seguida pelo padre Edson Domingos dos Reis que tomou posse em 17 de setembro de 1989. Foi neste momento da minha história, que me tornei devoto de Nossa Senhora do Rosário e apreciador das artes sacras. Trabalhei como coroinha por dois anos até a posse do novo pároco, padre Rogério Santos Bebber.

DIÁRIO: Você falou sobre as artes sacras. Quando começou a trabalhar mais com este modelo artístico?
FABRÍCIO: Em maio de 1997, nos mudamos de Vitória, para Manhumirim, terra dos meus familiares e ancestrais. Eu já possuía uma bagagem ampla como desenhista e pintor. Meu currículo já registrava minhas primeiras exposições profissionais em Vitória e o interesse em passar adiante os meus conhecimentos sobre minhas técnicas, tornando-se realidade em Manhumirim, pelo baixo custo de investimento e por ser pioneiro neste estilo na região. Neste mesmo ano, morando em Manhumirim, comecei a desenvolver meus primeiros trabalhos de artes sacras, desenhando e pintando com uma técnica mista de aquarela, grafite e efeitos metálicos, uma Santa Terezinha, um quadro do Bom Jesus da Paróquia de Manhumirim, um Jesus sendo coroado de espinhos e uma criação de uma Madona com o menino Jesus.


DIÁRIO: Além das artes sacras, você trabalha com algum outro estilo diferente?
FABRÍCIO: Após percorrer temas diversos em 1999, trabalhando com quadros de marinas, figuras de animais, anatomia humana e flores, resolvi me concentrar em um tema marcante do final do milênio. Busquei informações com vários religiosos e estudei muito o tema “Apocalipse” e também sobre os “500 anos do Descobrimento do Brasil”. Fiz dois quadros da sua série Apocalipse e uma Caravela do Descobrimento, e enviei para análise e aprovação do comitê da organização do” MULTIMINAS” em Belo Horizonte /MG. Fui aprovado e tive meu quadro “Caravela do Descobrimento/BRASIL 500 ANOS”, publicado no mês de setembro do jornal Estado de Minas. Logo em seguida, preparei o restante da série Apocalipse e temas variados e convidei meu irmão Fábio Santos para expor seus trabalhos em miniaturas de paisagens do Pico da Bandeira, no maior evento de Arte, Cultura e Turismo de Minas Gerais - MULTIMINAS. Este evento marcou para sempre a minha carreira como “jovem artista”, que lutei pela valorização do meu trabalho e também dos outros artistas, vindo a abrir uma Galeria de Artes com o meu nome, tendo uma aceitação muito grande na minha cidade natal, Manhuaçu Minas Gerais, onde resido a 12 anos, sendo casado com Marilza Alvarenga Teixeira Santos, onde tivemos dois filhos, Henrique Fabry Teixeira Santos e Laura Luisa Teixeira Santos.

DIÁRIO: Como foi a sua primeira exposição de verdade?
FABRÍCIO: Em maio de 1998, tive como mentora e marchand, a artista plástica Nélia Monteiro Lobato Galvão de São Martinho (Nélia Monteiro Lobato), que me lançou no mercado das artes, com minha primeira exposição coletiva, no Centro da Praia Shopping, exposição denominada “OS CRIADORES”. Exposição que teve também a participação da professora da Universidade Federal do Espírito Santo da época, Marlene Tejada e outros. Este evento teve a divulgação da TV GAZETA, afiliada da REDE GLOBO, e os principais jornais da capital capixaba. Foi aí que eu comecei a traçar mais uma trajetória para o reconhecimento dos meus trabalhos.


DIÁRIO: Você se lembra da sua primeira obra premiada? Ela está com você até hoje?
FABRÍCIO: Infelizmente eu não tenho mais essa primeira obra premiada. Em 1999, quando participei de uma exposição em âmbito estadual no Expominas, precisei de R$ 2.880 e eu não tinha esse dinheiro. Tentei alguns patrocínios e consegui com a Prefeitura de Manhumirim na época, mas não era o suficiente. Como se tratava de um evento muito importante, em que eu exporia todas as minhas obras, decidir vender a primeira para ter fundos e montar o meu stand neste evento. Pelo menos foi por uma boa causa. E sei também que está em boas mãos, pois ela foi arrematada por um colecionador de Vila Velha (ES).

DIÁRIO: Atualmente você entrou para o Rank Brasil. Como se desenvolveu todo o projeto?
FABRÍCIO: O projeto foi planejado de acordo com a encomenda feita pela Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Bom Despacho/MG de uma pintura de 10,0 x 4,0 metros p/ o teto da igreja. Eu tive que primeiramente pesquisar sobre o tipo da cola que pudesse fixar a tela no teto da igreja e que atendesse a todos os padrões de segurança, resistência e facilidade de aplicação. Após encontrar a cola perfeita para o trabalho, eu encomendei sete pedaços de tecido de algodão cru, já preparado para pintura e com tratamento antimofo. Depois chegou a parte mais difícil, que foi desenhar a imagem da santa em tamanhas proporções. Eu utilizei a minha experiência em desenho anatômico e conhecimentos das leis de perspectivas para riscar com giz de cera e com o auxílio de um barbante, a figura da santa. A tela foi pintada com técnica mista de óleo e acrílica s/ tela. Para deixar a imagem em perfeitas condições, contei com a ajuda da minha esposa, Marilza Santos e do meu irmão, Fábio Santos, que compõe a equipe de trabalho.

DIÁRIO: Apesar de jovens, com apenas 34 anos, você já possui vários títulos, homenagens e premiações. A que se deve tanto sucesso?
FABRÍCIO: Tenho um grande motivador que me faz caminhar cada vez mais. Busco a valorização da arte e do artista. Quero que todos os artistas de verdade possam viver daquilo que sabem fazer de melhor. Assim como eu consegui viver da minha arte, quero outros possam buscar seus objetivos e os alcance também.

DIÁRIO: Algum projeto para até o fim deste ano?
FABRÍCIO: Tenho duas metas para até o fim deste ano. A primeira é a recuperação da verba advinda do ICMS Cultural, a qual o nosso município não tem. Paralelo a isso, vou focar o trabalho nos jovens e o reconhecimento com o patrimônio cultural de Manhuaçu. Precisamos mudar a mentalidade de que Manhuaçu não tem cultura. Nós temos, sim, e precisamos mostrá-la, dando espaço para que novos artistas possam contribuir com o conhecimento que têm.

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